Conar incorpora novas recomendações à publicidade infantil

Decisão incorpora novas e mais severas recomendações para a publicidade que envolve crianças.

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) comunica que a partir de 1º de março, o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária incorpora novas e mais severas recomendações para a publicidade que envolve crianças, em particular em ações de merchandising, que não serão mais admitidas quando dirigidas ao target infantil.

?O Conar, mais uma vez, corresponde às legítimas preocupações da sociedade com a formação de suas crianças?, diz o presidente do Conar, Gilberto C.Leifert. Segundo o executivo, as recomendações que se juntaram àquelas já em vigor, todas consolidadas, são um aprimoramento de normas bastante rígidas.

Vale lembrar que o Conselho foi a primeira entidade brasileira a impor e praticar limites para a publicidade para menores de idade, o que faz desde 1978, quando da criação do Código ético-publicitário. O documento é de adesão voluntária, mas, segundo a entidade, é unanimemente aceito e praticado no país por anunciantes, agências de publicidade e veículos de comunicação. Não há precedente, em mais de oito mil casos já julgados pelo Conar, de desacato à autorregulamentação publicitária.

A nova redação do Código nasceu de uma solicitação da ABA, Associação Brasileira de Anunciantes, reconhecendo a necessidade de ampliar-se a proteção a públicos vulneráveis, que podem enfrentar maior dificuldade para identificar manifestações publicitárias em conteúdos editoriais.